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IMPACTOS AMBIENTAIS ANTROPOGÊNICOS

A progressiva redução dos ecossistemas terrestres, aquáticos e aéreos levará à extinção da humanidade?

Por Clayton Garcia da Silva - 20/05/2018

Um ecossistema é uma área geográfica onde animais, plantas e outros organismos, bem como clima e paisagem, formam relações de interdependência, reguladas por condições físicas, químicas e biológicas, que os seres vivos estabelecem entre si e, também, com o ambiente em que habitam.

Tipos de Ecossistemas

Impactos Ambientais

A contaminação dos ambientes do planeta, com substâncias químicas, lixo, fumaça, ruído, dejetos e afins, provocam poluição dos biomas, deterioração dos recursos naturais e degradação das populações de seres vivos, levando à extinção de espécies.

Os 7,4 bilhões de habitantes geram anualmente 30 trilhões de quilos (kg) de lixo, os quais alteram e destroem o equilíbrio dos diversos biomas. O Brasil possui 2,8% da população mundial e produz 5,5% do lixo, com 250 mil toneladas de lixo diariamente.

  • Poluição da terra: A superfície do nosso planeta é composta por ¼ de terra, no qual habitam os principais ecossistemas conhecidos e explorados pela humanidade, cujos resultados são enormes impactos a tais ecossistemas. No Brasil, milhões de hectares de vegetação nativa, em ecossistemas como a Amazônia e o Cerrado, foram perdidos para a abertura de pastos e para o cultivo de grãos como a soja (80%) e milho (70%), para virarem ração. A pecuária ocupa 75% das terras aráveis do planeta, principalmente para pastagem e produção de ração, embora seja responsável por apenas 12% das calorias consumidas globalmente, bem como é responsável por 55% das erosões e forte contribuidor de poluição por pesticidas, antibióticos e metais pesados, 80% dos desmatamentos, e os incêndios na floresta amazônica são intencionais e destinados à abrir pasto para o gado.

  • Poluição da água: A água é o líquido mais abundante da superfície da Terra e essencial à vida, cobrindo 3/4 da superfície do planeta e pode ter quilômetros de profundidade. Mas a proporção de água potável, apropriada para o consumo humano e dos demais seres vivos, é muito pequena. Apenas 2,5% é água doce, e menos de 0,01% está em rios e lagos. O uso indiscriminado da água tem levado à escassez e ao seu racionamento em diversas cidades do país e do mundo, estando seu consumo dividido entre pecuária (55%), indústria (20%), doméstico (10%) e agricultura para consumo humano com o restante (15%).

    No Brasil, a distribuição do consumo de água está bastante dispersa entre as diversas áreas da atividade humana, bem como o desperdício e uso abusivo nessas áreas estão camuflados em suas longas cadeias produtivas. Porém, um olhar cuidadoso nos diversos estudos sobre os recursos hídricos permite-nos desvelar os maiores “culpados” pelos impactos hídricos.

    Em 2012, a Agência Nacional de Águas (ANA) revelou que da água extraída no país (100 GL/dia), 72% são para irrigação na agricultura (da qual 51% dos vegetais são empregados no insumos animais e 49% na alimentação humana), 11% na pecuária, 7% na industria, 9% no consumo urbano e 1% ao rural.

    As zonas hipóxicas são áreas no oceano de tão baixa concentração de oxigênio que a vida animal sufoca e morre, por isso são chamadas de "zonas mortas". Uma das maiores zonas mortas forma-se no Golfo do México a cada primavera, à medida que os agricultores fertilizam suas terras, preparando-se para a estação das colheitas, a chuva lava o fertilizante da terra e carrega para córregos e rios. O World Resources Institute (WRI) e o Instituto Virgínia de Ciência Marinha (VIMS) identificou mais de 530 "zonas mortas" e 228 locais marinhos no mundo com sinais de eutrofização, isto é, corpos d'água são altamente fertilizados por nutrientes que são lavados para a superfície da água por fazendas e áreas urbanas: são 250.000 km2 sem vida, quase o tamanho do Piauí.

  • Poluição do ar: Os setores industriais, de transporte e agropecuários liberam enormes quantidades de gases na ar, que desregulam o equilíbrio atmosférico, provocando alterações climáticas locais e, possivelmente, globais, bem como gerando variações térmicas abruptas nas mais variadas regiões do planeta. Boa parte dessas alterações é provocada pelo aumento do “Efeito Estufa”, o qual, nos padrões normais, é benéfico para manter condições adequadas para a manutenção na vida na Terra. Porém, os gases liberados pela produção humana tem aumentado drasticamente a concentração de Gases de Efeito Estufa (GEE). Por muito tempo o debate ficou em torno do dióxido de carbono (CO2), até então considerado o principal responsável pelo Efeito Estufa.

    Enquanto havia cientistas alertando sobre o perigo do CO2 para o Aquecimento Global, com o aumento de sua concentração na atmosfera e consequente insustentabilidade para a sobrevivência humana; outros cientistas, contrários a teoria do Aquecimento Global, utilizavam-se de outras pesquisas para afirmar que esse aumento é uma flutuação natural, e que o próprio planeta, com a movimentação tectônica, encarrega-se de enterrar o CO2.

    No entanto, atualmente, pesquisadores têm demonstrado que outros gases possuem capacidade muito maior de provocar o Aquecimento, tais como o óxido nitroso (N2O), perfluorcarbonetos (PFC's), o vapor de água, amônia (NH3) e principalmente o metano (CH4) gerado pela eructação, flatulência e decomposição dos dejetos, o qual apesar de não ser tão abundante, tem potencial predito por alguns pesquisadores de 23 à 72 vezes maior que o CO2 de reter calor em um período de tempo de 20 à 100 anos.

  • CEREAIS (arroz, milho, soja, aveia, trigo, cevada, centeio, chia, quinoa, amaranto, sorgo, milheto, mostarda, colza, triticale, fonio...)


    Mas eu também ficaria feliz se outras plantas pudessem ser utilizadas para fazer tecidos, tais como:

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