Rede GNU-Linux

Sobre a Rede Linux

Somos uma rede de computadores rodando a Debian, uma distro GNU/Linux, no Instituto de Matemática e Estatística da USP. A história dela data de meados dos anos noventa, quando o Linux começa a ser paulatinamente adotado pelo instituto. Em 1995, na sala 125 do bloco A, consolida-se o primeiro laboratório Linux, que mais tarde, se tornaria a sala da administração da rede.

A gestão, administração e manutenção da rede, seus computadores, servidores e impressora são feitas por estudantes de graduação do próprio insituto com participação ─ também ─ de estudantes de outros institutos, eventualmente. Nosso propósito é oferecer um ambiente para estudo e convívio social e disponibilizar recursos de informática para fins acadêmicos e para a comodidade dos nossos usuários.

Em geral, procuramos, com algumas poucas exceções, fornecer ao usuário pronto acesso a softwares livres, tais como LibreOffice, GIMP, Octave, dentre outros. Softwares proprietários são apenas instalados quando não existir uma opção livre viável, ou quando explicitamente requerido por um docente ou um número de estudantes.

Recursos:

A rede funciona, efetivamente, como a sala pró-aluno do IME. A administração, como mencionado anteriormente, está sob a batuta de um pequeno grupo de alunos da graduação, os quais recebem bolsas de monitoria da pelo programa pró-aluno. Nossa missão é dispor aos usuários os recursos destacados acima (e eventuais outros recursos que possamos ceder, futura ou presentemente) com o mínimo de interrupção possível. Neste sentido, a rede constitui, para os que nela trabalham, numa forma de aprendizado. Os mecanismos presentes numa rede são, frequentemente, complexos e exigem certo treino e estudo, que aqui pode ser obtido na prática.

Ressaltemos, portanto, que, em raras ocasiões, problemas de maior escala podem exigir um pouco mais de tempo em suas resoluções do que normalmente exigiriam de analistas de sistema mais experientes. Tentamos garantir a integridade do serviço e dos dados, dispondo de sistemas de armazenamento com redundância e backups sazonais. Mas, como sistema computacional algum está livre de falhas, nunca deixe de fazer cópias dos arquivos mais importantes.

Responsáveis:

O Prof. Dr. Carlos Eduardo Ferreira é responsável por nossa seção, sendo, em última instância, nosso representante. Por parte da Seção de Informática, temos a tutela de William Gnann e Sérgio Milare.

Nossa História

Primeiros Passos

A Rede Linux IME-USP do IME começou através de uma iniciativa pioneira dentro da universidade, protagonizada, na época, por dois alunos de graduação em Ciência da Computação: Félix F. B. de Almeida e Adriano N. Rodrigues.

Desde 1994, Adriano, então aluno do 2º ano, já possuía acesso às estações de trabalho da rede principal do IME-USP pelo fato de participar de projetos de iniciação científica dentro do Instituto (o acesso à rede principal do Instituto é limitado aos docentes e alunos de pós-graduação ou de iniciação científica). Com isso, ele e o seu amigo e colega de classe, Félix, tomaram contato com um sistema operacional UNIX e com as facilidades da Internet, que naquela época eram totalmente desconhecidos do público em geral.

Contagiado por essas facilidades e pelo novo paradigma desvendado pelo ambiente UNIX, Adriano procurava transmitir para Félix os conhecimentos que estava adquirindo como usuário da rede do IME-USP. Não demorou muito para que ambos ficassem sabendo da existência do recém criado Linux. Foi então que Félix, percebendo que com o Linux também poderia usufruir de um ambiente UNIX no seu microcomputador caseiro, decidiu importar um CD e um livro sobre o assunto. Com isso, tanto Félix quanto Adriano começaram a estudar esse sistema operacional incipiente, contando com a ajuda de alguns professores do instituto que já haviam tido alguma experiência com o Linux.

Criação

No início de 1995, depois de alguma insistência por parte dos dois alunos, o Departamento de Ciência da Computação cedeu-lhes uma sala pequena e quatro microcomputadores num dos cantos do Instituto para que pudessem se aprofundar no assunto.

Em face das dificuldades encontradas durante o processo de montagem de uma Rede Linux, usando esses quatro microcomputadores e com a crescente divulgação que o Linux vinha recebendo devido ao aumento da popularidade da Internet é que Félix, em meados de 1995, teve a ideia de criar um núcleo de apoio e troca de informações para todos aqueles que estivessem na mesma situação que eles, ou seja, aprendendo a instalar e configurar microcomputadores com Linux. Essa ideia foi muito bem recebida pelo departamento, que, para facilitar a divulgação dessa atividade, resolveu permitir o acesso de Félix à rede principal do IME-USP. Esse núcleo de apoio aos usuários de Linux foi batizado de Grupo de Usuários Linux, ou simplesmente GUL.

Depois de um período de experiência, e já contando com o acesso à Internet (gentilmente cedido pelo Instituto), Félix e Adriano resolveram liberá-la para ser usada pelos alunos do Bacharelado em Ciência da Computação em março de 1997, julgando ser de relevante importância para a formação desses alunos o acesso a um email próprio e à World Wide Web bem como o contato com um sistema operacional UNIX.

Não demorou muito para que esse projeto ganhasse destaque dentro do Instituto e, com isso, mais salas e microcomputadores foram sendo incorporados à Rede Linux, bem como mais alunos foram tomando conhecimento e participando dele. As disciplinas do curso de computação também começaram a usar os recursos oferecidos pela Rede Linux durante os períodos letivos, o que aumentou ainda mais a adesão ao projeto. Desta maneira, acabaram surgindo dois projetos separados porém relacionados: a Rede Linux IME-USP e o Grupo de Usuários Linux.

GUL também mostrou seu valor quando, no final de 1997, recebeu o prêmio Os Vencedores da revista Info em nome de toda a comunidade Linux do Brasil. Esse prêmio foi entregue numa cerimônia de gala realizada no hotel Renaissance em São Paulo, onde estavam presentes representantes de todas as grandes empresas de informática do país bem como expoentes do mundo jornalístico.

Apoio via Pró-Aluno

Dado o sucesso do projeto da Rede Linux, a universidade decidiu dar apoio a ele através do Programa Pró-Aluno. Com isso, em março de 1999, foi inaugurada a sala Pró-Aluno do IME-USP abrindo a possibilidade de que todos os alunos de graduação do Instituto pudessem utilizá-la, não ficando mais restrita somente aos alunos de Computação. Desse modo, a Rede Linux se estabeleceu como plataforma para a graduação dentro do Instituto e o GUL como veículo para intercâmbio de informações entre usuários Linux de todo o país.

Dias de Hoje

Atualmente, a Rede Linux é administrada por alunos do IME e FFLCH.

Administrações

Fundadores

1ª Geração

2ª Geração

3ª Geração

4ª Geração

5ª Geração

6ª Geração

7ª Geração

8ª Geração

9ª Geração

10ª Geração

11ª Geração

12ª Geração