Math Escape Room

Você tem 60 minutos para escapar. Resolva os desafios matemáticos para encontrar a chave!

60:00

O Enigma do Relógio

Se o relógio marca 3:15, quantos minutos faltam para as 4 horas?

A Caverna Sombria

Em uma caverna, há exatamente 3 morcegos e 5 aranhas. Quantas patas há nessa caverna?

O Labirinto de Números

Você se encontra em um labirinto onde cada corredor tem um número. Para sair, você deve seguir a regra:

"Siga o número que é a soma dos dois números anteriores."

Se o corredor de entrada tem o número 0 e o próximo corredor tem o número 1, qual será o décimo número que você encontrará no caminho correto para a saída do labirinto?

O Enigma da Mansão Sombria

Em uma mansão abandonada, há 8 quartos distribuídos em dois andares. Cada quarto contém uma pista com um número, exceto dois quartos em que o número foi removido. O sumiço dos números parece indicar uma relação especial. Suponha que a soma de todos os números nos quartos seja 66. Sabendo que cada número segue uma sequência aritmética, descubra quais números faltam e o que eles revelam sobre o mistério da mansão.

O Jogo dos Dados Malditos

Uma gangue de ladrões joga um conjunto de dados amaldiçoados, e o resultado determina qual deles fica com o “prêmio”. Cada dado tem seis faces, mas esses dados são mágicos e, estranhamente, a soma das faces sempre resulta em um número primo. Determine a menor sequência de lançamentos onde a soma das faces é um número primo.

O Labirinto do Tempo Perdido

Um explorador fica preso em um labirinto circular, onde cada seção aumenta o tempo de forma exponencial. Suponha que ele comece com um minuto e a cada setor o tempo necessário para passar para o próximo setor dobra. Se ele leva 1 minuto para atravessar o primeiro setor, qual é o tempo total que ele precisará para percorrer 10 setores? Existe uma maneira de ele escapar usando algum padrão temporal?

A Maldição dos Relógios Invertidos

Uma velha lenda conta que três relógios em uma casa assombrada avançam em velocidades diferentes: um relógio avança a cada 4 minutos, o segundo a cada 5 minutos, e o terceiro a cada 6 minutos. Se eles são sincronizados ao bater 12 horas, após quanto tempo eles mostrarão 12 horas novamente ao mesmo tempo?

A Charada do Lago Congelado

Em uma noite fria e sinistra, um lago completamente congelado começa a derreter em um padrão geométrico: a cada hora, o tamanho da superfície descongelada dobra. Se ao final de 24 horas o lago estiver completamente descongelado, quanto do lago estava descongelado ao fim de 20 horas?

O Segredo do Tesouro

Às 8 horas uma cientista colocou, em um pote, uma bactéria que se duplica a cada 1 hora. Às 23 h o pote estava completamente cheio. Que horas era quando o pote estava preenchido pela metade?

As Almas Perdidas

Uma mansão abandonada contém cinco almas perdidas, cada uma com uma idade diferente. Se a soma das idades das almas é 100 e a mais velha tem 40 anos, qual é a média das idades das outras almas?

Diofante

Diofante de Alexandria foi um matemático grego que, provavelmente, nasceu por volta de 200 a.C.

O que se sabe sobre sua vida foi um enigma que dizem ter sido gravado na lápide de seu túmulo:

Caminhante! Aqui estão sepultados os restos de Diofanto. E os números podem mostrar (milagre!) quão longa foi a sua vida, cuja sexta parte foi a sua bela infância. Tinha decorrido mais uma duodécima parte de sua vida, quando seu rosto se cobriu de pelos. E a sétima parte de sua existência decorreu com um casamento estéril. Passou mais um quinquênio e ficou feliz com o nascimento de seu querido primogênito, cuja bela existência durou apenas metade da de seu pai, que com muita pena de todos desceu à sepultura quatro anos depois do enterro de seu filho.

E aí? Quantos anos Diofante tinha quando morreu?

O axioma do medo é a proposição que não é provada ou demonstrada, mas é considerada como óbvia ou como o consenso inicial para a construção de qualquer sistema teórico, sendo uma sentença aceita como base de um sistema matemático ou filosófico. Rodolfo Aguiar, antropólogo da UFMG, um pesquisador do sobrenatural fascinado por literatura de horror estava em busca deste axioma para provar a sua tese de doutorado. Em busca de encontrar a fórmula do medo, isto é, do terror, Rodolfo baseou-se no axioma inicial de Lovecraft, onde diz que a emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido.

Em matemática, o desconhecido era designado como incógnita, e a parte da matemática que lidava com a busca do objeto perdido, ou seja, a incógnita é a álgebra, que é a matemática do desconhecido. Rodolfo acreditava que se conseguisse encontrar qual era a fórmula do medo, ele poderia ajudar a humanidade a vencer todos os seus medos, e todos viveriam em segurança dentro das possibilidades naturais de riscos da vida. Deste modo, partindo da proposição de Lovecraft, Rodolfo começou a fatorar suas equações algébricas a fim de encontrar o valor de x da incógnita, que representava o objeto desconhecido no medo. A ideia era a de que, a partir do conhecimento do objeto desconhecido que gera o temor pela própria vida, o medo simplesmente desapareceria.

Rodolfo analisando melhor a situação, chegou à conclusão de que o medo tem como ingrediente o desconhecido e a pulsão de vida da pessoa que produz a sensação de alerta quando sua existência está em perigo. Desta forma, x + y = m. Na fórmula descrita anteriormente x = desconhecido e y = pulsão de vida, e m é o medo, que é o resultado da soma entre a presença de um objeto desconhecido e o risco de vida. A partir desta fórmula Rodolfo desenvolveu uma substância que iria simplesmente eliminar todo o medo das pessoas, e elas seriam corajosas e não mais padeceriam de nenhuma fobia.

A substância foi desenvolvida com o apoio do governo que resolveu arriscar na produção e aplicação em massa da substância na população. Para isso, jogaram centenas de milhares de litros da substância na água potável das pessoas e em alguns dias todos estavam infectados, e foi possível perceber uma mudança no comportamento das pessoas, elas pareciam estar mais confiantes, mais corajosas, mais bem dispostas, a substância havia feito os níveis de produção de todo o Estado aumentar 50% e nenhum crime mais ocorria porque os bandidos não conseguiam colocar medo nas possíveis vítimas, que sempre se defendiam muito bem. Parecia o verdadeiro paraíso social, até que, de repente, devido a ausência de medo em toda a população, ela insidiosamente começou a morrer devido a pequenos acidentes bizarros, como atravessar uma rua, descer um morro de bicicleta, fazer um exame de risco, pular de uma pedra na cachoeira e, através de formas naturais bizarras, as mortes foram aumentando cada vez mais e, por causa da ausência do medo na alma humana, aos poucos, todos perderam a capacidade de reconhecer o perigo e acabaram morrendo por causa de sua coragem, e todas as cidades do Estado ficaram vazias, apenas com seus corpos caídos ao chão como passarelas de cadáveres uns sobre os outros dando-lhes um ar macabro, sombrio e melancólico, onde só se ouvia o som das portas das casas batendo ao vento e o canto desesperado da Mãe da Lua.