Veganismo é o modo de vida que busca eliminar toda e qualquer forma de exploração animal (inclusive humana, por definição), não apenas na alimentação, mas também no vestuário, em testes, na composição de produtos diversos, no trabalho, no entretenimento e no comércio. Veganos opõem-se, obviamente, à caça e à pesca, ao uso de animais em rituais religiosos, bem como a qualquer outro uso que se faça de animais.
Fonte: Sociedade Vegana do Brasil
Embora a abstenção de produtos e serviços derivados da exploração animal pareça resultar em um modo de vida bastante restritivo, a prática do veganismo é relativamente simples e fácil, especialmente nos grandes centros urbanos.
Veganos jamais consomem alimentos que contenham a carne de nenhum animal (inclusive aves, peixes e invertebrados), ovos, leite, gelatina, mel, cochonilha ou outros ingredientes derivados de animais.
A dificuldade maior em não consumir esses alimentos encontra-se no fato de que a maior parte dos produtos industrializados possui um ou mais deles em sua composição. No entanto, é importante que produtos que possuam tais ingredientes, ainda que em pequenas quantidades, sejam boicotados, optando-se por produtos que não os contenham em sua composição.
Veganos devem evitar a utilização de produtos testados em animais ou que possuam ingredientes de origem animal em sua composição. A experimentação animal é uma das formas mais cruéis de exploração animal, estando, no entanto, bastante difundida, sobretudo nos produtos farmacêuticos, de higiene e em cosméticos. Há, porém, diversas marcas e linhas de produtos que não utilizam elementos de origem animal e nem utilizam animais para testar seus produtos.
Veganos também devem dar atenção ao vestuário. Sapatos e acessórios de couro, peles, seda, lã, penas e plumas são produtos oriundos da exploração animal. Há diversas opções no mercado que substituem com vantagens tais itens e não há como justificar a necessidade de continuar tal uso.
De igual maneira, veganos jamais devem entreter-se às custas de animais. Animais não estão nos zoológicos e aquários por opção; eles não realizam performances em circos porque assim o querem, nem pulam em rodeios porque consideram isso divertido. É óbvio que esses animais são coagidos a participar desses “espetáculos” torpes.
Não há como considerar touradas, corridas de animais, rinhas, vaquejadas, cavalhadas, caça, pesca e outras formas de tortura como sendo esportes ou manifestações culturais. Elas são, isso sim, demonstrações grosseiras e cruéis da dominação humana sobre outras espécies.
Embora veganos possam tutelar animais, deve haver toda uma ética em relação à aquisição dos mesmos. Animais jamais devem ser adquiridos mediante transação comercial, permuta ou escambo, nem devem provir de ninhadas produzidas intencionalmente com o objetivo de venda dos filhotes. Salvo algumas exceções, veganos geralmente adotam animais abandonados, preferindo animais sem raça definida e com menores chances de serem adotados por outros tutores.
Muitos vegetarianos optam por não consumir alimentos industrializados para, desta maneira, evitar o consumo de alimentos cuja composição não seja bem conhecida. Tal escolha é uma opção pessoal, não sendo tal prática inerente ao veganismo. Desde que isentos de ingredientes de origem animal, alimentos industrializados podem ser consumidos por vegetarianos.
Veganos devem opor-se, igualmente, a todas as outras formas de exploração animal.
Adaptado de: Sociedade Vegana do Brasil
Quem é partidário da alimentação exclusivamente vegetal. [Fontes: Dicionário Eletrônico Houaiss e Dicionário Priberam da Língua Portuguesa]
Diferentemente do termo "vegetarian" que, em inglês, significa: "quem não come carne, nem peixe"(sic) [Oxford Dictionary];
a palavra vegetariano(a) significa:
"quem alimenta-se exclusivamente de vegetais."
portanto, "vegetarian" e vegetariano(a) não são palavras cognatas. No entanto, em virtude da abundância de livros (em inglês) sobre vegetarianismo, bem como suas traduções imprecisas, tornou-se senso-comum a ideia de que vegetariano(a) é quem SÓ não come carne nem peixe.
Dessa forma, são paradoxais termos como "ovolactovegetarian@", "lactovegetarian@", "ovovegetarian@" (sendo que é bem mais prático e correto dizer/escrever, simplesmente, "ovolacto") tanto quanto são paradoxais termos como: "piscivegetarian@", "pullumvegetarian@", "bovemvegetarian@".
Bem como, é pleonasmo a expressão "vegetariano(a) estrito(a)", pois todo vegetariano já é estrito, por definição.
P.s.: Fungos também NÃO nasce em árvore são vegetais, logo, quem come cogumelos (e afins) também não é vegetarino(a).
P.s. 2: Tu não irás morrer subitamente porque não poderás mais deixar escrito na testa, e bradar aos quatro ventos, que és VEGETARIAN@ a coisa mais importante da face da Terra. Também não aparecerão ninjas assassinos toda vez que experimentares usar corretamente a Língua Portuguesa, ao invés de querer exigir que o Idioma mude à TUA vontade soberana.
P.s. 3: Não precisas puxar o saco dos EUA seguir ipsis litteris as expressões inglesas, sendo que há veja só que espantoso terminologia apropriada em português.
Autor: Clayton Garcia da Silva